Paraguai Reforça Estabilidade do Guaraní e Atrai Investidores com Confiança Monetária
O Paraguai destaca-se pela estabilidade do guaraní, uma das moedas mais antigas da América do Sul. Com baixa volatilidade e sólida gestão econômica, o país mantém confiança de investidores, mesmo em crises globais. Suas perspectivas creditícias estáveis reforçam o ambiente seguro para investimentos imobiliários e comerciais.
O Paraguai tem se consolidado como um oásis de estabilidade econômica na América Latina, com o guaraní, sua moeda oficial, destacando-se como uma das mais antigas e estáveis do continente. Em um cenário global marcado por volatilidade cambial, o guaraní mantém uma notável resiliência, oferecendo aos investidores estrangeiros um ambiente seguro para transações comerciais, financeiras e, especialmente, investimentos imobiliários. Essa estabilidade, aliada a perspectivas creditícias sólidas confirmadas pelas principais agências de classificação de risco – Standard & Poor’s (S&P), Moody’s Investors Service e Fitch Ratings –, posiciona o Paraguai como um destino atrativo para projetos de longo prazo.
O guaraní, em circulação desde 1943, é uma das moedas mais antigas da América do Sul e tem resistido a choques econômicos que abalaram outras nações da região. Nos últimos anos, o Paraguai enfrentou desafios significativos, como a queda nos preços das matérias-primas, a pandemia de Covid-19, a alta nos preços dos combustíveis e uma severa seca entre 2019 e 2020, que impactou a agricultura, principal motor da economia. Apesar desses obstáculos, o Banco Central do Paraguai (BCP) implementou políticas monetárias eficazes, mantendo a inflação sob controle e a taxa de câmbio estável. Em 2024, a inflação acumulada foi de aproximadamente 4%, uma das mais baixas da região, segundo dados do BCP, enquanto o guaraní apresentou variações mínimas frente ao dólar.
Essa estabilidade monetária é um diferencial crucial para investidores, especialmente no setor imobiliário, onde a previsibilidade cambial reduz o risco de perda de valor de ativos. Projetos como condomínios residenciais, centros comerciais e parques industriais em cidades como Assunção, Ciudad del Este e Encarnación têm atraído capital estrangeiro, beneficiados pela confiança na moeda local. A baixa volatilidade do guaraní permite que empresas planejem investimentos de longo prazo sem a preocupação com desvalorizações abruptas, um problema comum em outros mercados latino-americanos.
As perspectivas creditícias do Paraguai reforçam ainda mais sua atratividade. As três principais agências de classificação de risco – S&P, Moody’s e Fitch – mantiveram a nota de risco soberano do país em níveis estáveis, com avaliações como BB (S&P) e Ba1 (Moody’s), refletindo confiança na gestão fiscal e monetária. Mesmo em meio a crises globais, o Paraguai demonstrou resiliência, com um crescimento econômico projetado de 3,8% para 2025, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). A dívida pública, em torno de 40% do PIB, permanece gerenciável, e o país tem ampliado suas reservas internacionais, que ultrapassaram US$ 9 bilhões em 2024, segundo o BCP.
A estabilidade do guaraní é sustentada por uma economia diversificada, com destaque para a agricultura, a pecuária e a energia hidrelétrica, além de um sistema tributário competitivo, conhecido como “10-10-10” (alíquotas de 10% para IVA, imposto de renda pessoal e corporativo). O Paraguai também se beneficia de sua integração ao Mercosul, que facilita o comércio regional, e de incentivos fiscais, como o regime maquila e as zonas francas, que atraem indústrias e projetos imobiliários. A proximidade com o Brasil, especialmente na região de fronteira, tem impulsionado investimentos em infraestrutura e habitação, com destaque para a Ponte da Integração, que conecta Foz do Iguaçu a Presidente Franco.
Especialistas destacam a solidez da política econômica paraguaia. O economista Stan Canova, ex-vice-ministro da Economia do Paraguai, afirma: “A estabilidade do guaraní é resultado de uma gestão monetária prudente e de uma economia resiliente, que dá confiança aos investidores”. A consultora brasileira Patrícia Gomes, do escritório Gomes & Associados, especializada em investimentos internacionais, complementa: “O Paraguai oferece um ambiente único, onde a estabilidade monetária e a segurança jurídica criam condições ideais para o setor imobiliário”.
Apesar dos avanços, desafios persistem. A dependência de commodities agrícolas torna a economia vulnerável a choques climáticos, como secas, e a infraestrutura logística precisa de melhorias para suportar o crescimento. A evasão fiscal, estimada em 31% do IVA pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), é outro obstáculo, embora o governo esteja investindo em digitalização para combatê-la. Organismos como o Banco Mundial recomendam maior investimento em educação e infraestrutura para sustentar o desenvolvimento a longo prazo.
Para investidores imobiliários, a estabilidade do guaraní é um fator decisivo. Projetos que atendem à crescente demanda por habitação urbana ou que incorporam sustentabilidade, como edifícios com certificação ambiental, encontram no Paraguai um ambiente favorável. Com a continuidade das políticas econômicas sólidas e a consolidação do país como um hub de investimentos no Mercosul, o Paraguai está bem posicionado para atrair ainda mais capital estrangeiro, oferecendo segurança e rentabilidade.
